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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Caindo na Escuridão - Capítulo 1 completo


                                                         Prólogo

O espelho mostrava uma mulher extremamente sexy e provocante. A meia que usava era arrastão, daquelas que parecem uma tela de renda, o short preto e colado era muito curto e mostrava até a metade do bumbum. Completando o visual, uma miniblusa preta sem mangas com um decote generoso e botas pretas de salto alto (…) Assim que pisei no palco e segurei o mastro, a música Poison do Alice Cooper começou a tocar, assovios e palmas se espalharam pelo bar. O show havia acabado de começar.


                                               1.Sem explicações


chegar até os caçadores e pedir a eles que me ensinassem a matar sem dar explicação nenhuma seria muito difícil. Mas é claro que eu não diria a eles o que me tinha motivado a finalmente aceitar meu secular chamado. Infelizmente, salvar vidas não era o que me impulsionava, mas sim o desejo de vingança. Eu queria ser forte, decidida e sexy. Queria fazer Damian pagar por cada palavra que havia dito, por ter enganado-me e feito com que eu passasse a pior dor da minha vida, e por meu pai e Ariadne.


— Quer ser uma caçadora agora? O que te fez mudar de ideia? - perguntou minha irmã.


— Não importa o que me fez mudar de ideia. Estou aqui, não estou? - respondi com rispidez e olhei para Neitan – Quero aprender tudo o que Roma quer que eu aprenda.

— Ótimo – disse ele depois de alguns segundos pensando – seja qual for o motivo para você estar aqui eu agradeço que ele exista. Seja bem-vinda novamente aos Caçadores das Almas Sombrias, Lavígnia.


Disse Neitan calmamente e me indicou um lugar no círculo que todos formavam no grande tablado de madeira. Era um daqueles onde se praticam artes marciais. O galpão era bem grande e não tinha quase nada ali que não remetesse à lutas e batalhas. Havia três sacos de areia daqueles usados para treinar boxe espalhados a uns três metros de distância cada. Algumas armas antigas e espadas em feitavam as paredes, havia também algumas poltronas e uma geladeira. Sentei-me no chão ao lado de Mariana, não estranhei os olhares deles. Estavam surpresos é claro, num dia me viam aos beijos com um inimigo e no outro me ouviam dizer que queria matá-lo. Era normal estarem curiosos, mas sem explicações. Aliás, eu estava decidida a fazer o que bem entendesse da minha vida sem dar satisfação a ninguém.


— Como a Lavígnia acabou de chegar seria bom relembrarmos como se mata um vampiro. - dizia Neitan como um professor – Mariana?


— Ah claro! - ela virou toda orgulhosa e me olhou – Existem dois tipos de vampiros os imortais e os semi-imortais que são bem mais fracos que seus mestres que os criaram e sofrem o passar do tempo ou seja eles envelhecem e os imortais não...


— E como se matam os dois? - interrompi. 


— Os semi-imortais só morrem se forem atingidos no coração com qualquer objeto perfurante ou expostos à luz do sol. Já os imortais só morrem se tiverem o coração perfurado com prata.


— Por quê? As lendas são verdadeira então? - indaguei.


— Toda lenda tem um fundamento – Zac me explicou – os vampiros são extremamente alérgicos a prata assim como lobisomens e outros cães negros.


— Cães negros? - repeti meio apavorada.


— Acostume-se que há muitas criaturas sobrenaturais e malévolas neste planeta, os vampiros não são os únicos. - agora foi Neitan – aprenda que com prata você pode matar vampiros imortais e semi-imortais.


— O que são semi-imortais? São os transformados? - perguntei.


— Sim, eles mesmos. O que acontece é que se conseguirem existir por mais de 250 anos se tornam imortais ou se beberem o sangue do imortal que os criou. Geralmente os imortais criam esses vampiros para servirem de escravos, subordinados porque há uma grande ligação mental entre ambos. O semi-imortal obedece cegamente ao seu mestre.


— Então Juan estava obedecendo alguém... - murmurei mais para mim mesma.


— Quem é Juan? - indagou minha irmã parecendo irritada.


— Ah, deixa para lá, foi um vampiro bem insolente que conheci numa reunião do Conselho.


— E como um vampiro foi numa reunião do Conselho? - Mariana perguntou e dei de ombros.


— Nossa família se reúne com os patriarcas da família de vampiros com quem foi feito o maldito trato, fui numa delas e lá estava Juan. - respondi sem muita vontade.


— Eles não são famílias, Lavígnia – Neitan me corrigiu azedo – são clãs. 


— Tá legal, o clã com quem foi feito o maldito trato. Está bem assim? - fui irônica.


— Melhorou. - respondeu com a mesma ironia que eu.


— Puxa, pelo jeito você sabe bastante sobre eles não é? - Ágatha perguntou fuzilando-me com o olhar.


— Sei poucas coisas.


— O mais importante é que você saiba que não pode confiar em nenhum deles. - Neitan proferiu de mal-humor e eu sabia o que era.


' — Tá legal! - irritei-me – Sei que todos vocês me viram com Damian na praça, me envolvi com ele mas acabou. Simples assim.


— Isso não é nada simples, Lavígnia. Tem ideia do que o Conselho faria se descobrisse? - Neitan cobrou e eu revirei os olhos.


— E o que fariam, me matar a pedradas ou numa fogueira?


— Acho que não é preciso exagerar tanto. - Lídia falou incomodada.


— Você não pode esperar que entendamos isso sem que explique, não acha? - Ágatha outra vez, ela já estava irritando-me – Precisamos saber se está mesmo do nosso lado.


— Ai que droga! Estou aqui com vocês, acho que isso já diz de que lado estou. - respondi dando um olhar mortal nela.


— Ontem você parecia disposta a enfrentar o mundo inteiro para ficar com ele. - devolveu ela e eu vi que teria que provar que estava com eles, mas como sem expor a imbecil que fui?


— Descobri que ele estava usando-me para conseguir informações sobre o Conselho e vocês e eu também descobri da profecia de Ariadne. - tive que falar.


— O quê?! - foi geral na parte dos Otman.


— Nem sua família sabe disso, Lavígnia, como soube? - Léo indagou surpreso, eu não podia dizer a verdade, pelo menos não ela toda.


— Assim que coloquei esse medalhão, caí num sono profundo e tive um sonho. Li o que Ariadne escreveu no diário dela, vi como foi morta e que uma amiga dela copiou as páginas e mandou que passassem por debaixo da paróquia onde os antepassados de vocês se reuniam.


Ao final do meu relato os Otman estavam boquiabertos. Mariana e minha irmã estavam com cara de quem não estava entendendo e eu já estava ficando de paciência cheia por ter que esclarecer tudo sem muitas informações.


— Incrível, ninguém sabia disso além de nós. - Agora foi Zac.


— É verdade – Neitan sondou meus olhos – e o que diz a profecia dela?


— Ela me viu, ponto final. - cortei.


— Do que vocês estão falando? - Mariana quis saber.


— Ah, capaz que não contaram isso para vocês duas? Pensei que as aulas por aqui estavam bem mais avançadas. - alfinetei todo mundo.


— Vamos dizer que ainda não era o momento, precisávamos que você voltasse pois o que Ariadne escreveu era sobre você. - Neit respondeu dando-me outro olhar ácido que devolvi com prazer.


— Dá para explicar?! - minha irmã se irritou.


— Depois de fazer o trato com os membros do clã Moreton Cavagnaro, Ariadne escreveu que teve uma visão que um dia no futuro o gene caçador voltaria a se manifestar em sua família – Zac explicava – ela viu sua irmã matando um vampiro.


— E como sabem que era minha irmã?


— Por que ela ouviu o nome de Lavígnia, além de uma discrição física. A razão de os Von Otman terem aceitado o maldito pacto de não acabar com a raça pestilenta deles foi pelo fato de que no futuro eles seriam novamente caçados. E pelo que vejo – ele me olhou com um sorriso satisfeito e malévolo – vai ser pelas mãos da Lavígnia que alguns Moreton vão virar cinzas.


— Pode contar com isso. - não me contive.


— Esperem! - Lídia chamou a atenção de todos – Só eu ouvi a parte de que Ariadne foi morta? - todos se entreolharam – Nunca ninguém soube o que houve com ela... você viu quem a matou?


Lídia me colocou na parede e eu não tinha resposta para aquilo. Não queria ter que contar que ela havia sido seduzida pelo maldito Damian e que tinha acabado traída e assassinada por amar aquele estúpido. Eu precisava manter o segredo dela, sua honra pois a minha já estava na lama.


— Sim eu vi – respirei fundo – foi Damian Moreton.


— O quê? - de novo todos em coro.


— Exato, ele a usou para fazer o trato e depois a descartou.


— Mas... sempre ouvimos que ela foi a mais forte de sua geração, como deixou isso acontecer? - Léo pareceu perguntar para si mesmo, mordi o lábio.


— Ela baixou a guarda, confiou nele e foi traída. Mas eu vou vingá-la! - prometi.


— Então essa é a razão pela qual você veio para nosso lado? Vingar nossa antepassada. - Mariana me olhou.


— Exatamente. Além do sonho, eu a vi. Não sei se um fantasma ou sei lá mas ela pediu que a vingasse e farei isso.


— Ariadne é a mulher que segurava a tocha enquanto enterravam os medalhões? - Ágatha indagou de nossos sonhos em comum.


— Ela mesma.


— Aquele maldito. - minha irmã praguejou enraivecida.


— O Conselho precisa saber disso, então não teremos mais porque deixá-los livres para matarem quem quiserem. - Neitan decidiu.


— Que se dane o Conselho e seu trato idiota - falei – vou matar cada um deles por que estou com vontade e não me interessa o que o Conselho pensa.


— Uhullll – Léo assobiou e aplaudiu – Não sei o que deu em ti mas gostei dessa nova Lavígnia.


— Isso não é nem o começo. - garanti cheia de planos.


— Está certo gata, o Conselho não vai nem sonhar e você vai cumprir a última vontade de Ariadne. Eu te ensino a matar cada um deles. 


Prometeu Zac e completou com uma piscadela, eu sorri para ele só então reparando que o cara era um gato, era parecido demais com aquele ator que fez o capitão do barco que lutou e matou um crocodilo no filme da saga Anaconda, Orquídea Sangrenta. Gostei da barba por fazer naquele maxilar quadrado e os músculos estourando a camiseta branca.


— Vou adorar isso. - devolvi a piscadela e ele sorriu.


— Ok – Léo levantou-se – já que está tudo decidido, vamos lá. Vocês precisam aprender muita coisa.


Assim que ele falou todos nos levantamos e vi quando Neit fuzilou Zac com um olhar homicida. Estaria ele apaixonado por mim mesmo? Naquele momento eu estava com raiva demais para pensar nisso, mas Neit era tão gato quando o primo. Os dois ao estilo “homem de verdade” com aquele jeito de que resolve tudo na porrada, um corpo fortão cheio de músculos definidos e aquela sombra de barba no rosto que era muito sexy. O Léo que era o diferente, era lindíssimo também porém ao estilo modelo que desfila em Milão. Os cabelos eram loiros como os de Lídia, o rosto ainda de menino e o corpo todo sarado mas não tão forte quanto os outros. Seja como fosse os homens Otman eram uma tentação.


— Vamos começar o treinamento de hoje comigo – Lídia disse nos conduzindo para a rua – Lavígnia se tiver alguma pergunta pois chegou agora pode fazê-la quando quiser, certo?


— Claro.


Concordei e então seguimos Lídia por um lado da propriedade que eu não conhecia. Atrás da casa deles. Tinha um pátio de uns dez metros de terra e então a floresta abria as portas para uma clareira bem grande.


— Vamos treinar velocidade e habilidade. Precisamos saber em que nível está o desenvolvimento de vocês. Então eu preciso que vocês, uma de cada vez, corram até aquela árvore e voltem.


Ela apontou para a tal árvore a uns trezentos metros de distância. E assim foi. Corremos de forma revesada durante duas horas sem nos cansarmos e o mais fenomenal: éramos rápidas demais! A cada volta que dávamos ficava mais fácil e com certeza qualquer velocista olímpico ficaria no chinelo contra nós. Aquilo era demais! Não era nada sobre-humano como um carro de corrida mas dentro de um pequeno ambiente poderíamos nos mover tão rápido que quem estivesse por perto não perceberia.


— Olha, estou impressionada – confessou Lídia depois de mais uma hora – Lavígnia você hoje e já está igual às garotas que estão treinando há um tempo. Não há dúvidas que que famílias de vocês é muito habilidosa.


— Obrigada. - falei amarrando os cabelos num coque improvisado.


— Está ótimo, mas preciso beber alguma coisa. - disse Mariana.


— Vamos fazer uma pausa, depois treinamos alguns saltos e possibilidades de fuga. - anunciou Lídia.


— Você é boa em saltar pelo que me lembro. - falei e ela sorriu.


— Ah você lembra daquilo, nem sabe a bronca que tomei de Neitan.


— Claro que lembro, fiquei com aquela cena cena na cabeça durante semanas. Eu tinha medo de vocês. - confessei e ela riu enquanto voltávamos à casa.


— Posso compreender, deve ter sido bem estranho para ti.


— Quero fazer igual.


— E vai, pode ter certeza de que vai.


Lídia me garantiu antes de entrarmos pela cozinha. Mariana como era a mais íntima deles, abriu a geladeira e tirou uma jarra de água gelada enquanto Lídia pegava copos.


— Preciso lavar o rosto, estou suada.


Lídia me indicou o local do banheiro e então eu fui. Molhei o rosto e olhei a imagem que o espelho refletia e aquilo me golpeou. O que eu vi era apenas uma garota comum e realmente sem graça, meus cabelos estavam bem compridos e sem corte, meu rosto sem um único sinal de maquiagem. A roupa então! Uma babylook rosa-chiclete e short jeans que me faziam parecer ter doze anos. Mas é claro que o pior era como dava para ver como eu estava abalada, embora estivesse sendo consumida por ódio minha aparência era de alguém que estava sofrendo. Isso me deu muita raiva. Tudo que eu não queria nunca mais era passar aquela imagem de coitadinha, mas eu iria dar um jeito. 


Mas para começar, eu queria treinar muito. Eu ficar ficar forte como Ariadne, só que eu tive a sorte de descobrir quem realmente era o maldito Damian a tempo e ela não. E eu seria forte. Iria treinar e fazer tudo que me ensinassem mesmo que fosse muito difícil. Sequei meu rosto e voltei para onde elas estavam. 


— Você foi muito bem para quem nem queria saber disso há 20 horas, Lavígnia. - alfinetou minha irmã assim que me viu.


— Pois é, deve ser porque o chamado para nossa família voltar é comigo e não contigo. - devolvi irritada e ela levantou a sobrancelha.


— Nossa, você está irritada demais. Conheço você há anos e nunca te ouvi falando assim, o que foi que aconteceu? - agora foi Mariana e eu revirei os olhos.


— Qual é a de vocês? Parece que não gostaram que eu tenha vindo. - disparei.


— Não irmãzinha – disse Ágatha apoiando as duas mãos na mesa e se inclinando para mim, sua blusinha com um decote estilo canoa não escondeu seus seios nem o sutiã meia-taça vermelho. Minha irmã era tão sexy e eu nada! - O que queremos é saber o que foi de tão grave que ocorreu que tenha te feito mudar de ideia. Sou sua irmã, gêmea inclusive, portanto eu sei que você não está bem e não vou deixar você em paz até saber o que te fizeram, ok?


Diante de tudo que ela falou eu soltei um longo suspiro. Eu era assim tão transparente?


— Meninas – comecei e respirei fundo para tomar coragem – o mesmo vampiro que usou e matou nossa antepassada quis fazer o mesmo comigo. Ele fingiu que gostava de mim para espionar o Conselho. Isso é o suficiente para que eu tenha vindo, ponto final.


— E como você descobriu? - cobrou minha irmã, aff que ódio.


— Eu sei que é isso pelo sonho que na verdade foi uma visão do passado que tive.


— Não se pode confiar em vampiros. - disse Lídia do nada e todas a olhamos – Essa é a lição número um, Lavígnia.


— Já aprendi, Lídia. - e como!


— Pode me chamar só de Lid, todos chamam. 


— Está certo, Lid. - sorri mas sem nenhuma alegria.


— Então Lid, elas já estão prontas? - Neitan surgiu.


— Estão mesmo. Lavígnia me surpreendeu, conseguiu nesta tarde o que as meninas levaram duas semanas para conseguir.


— Sério? - fiquei surpresa.


— Não esperava nada diferente de ti, Lavígnia. Você tem uma ligação sobrenatural com uma das mais fortes Durani de que sabemos.


— Gostei disso. - falei satisfeita.


— Então já podemos ir. - anunciou ele.


— Ir para onde? - as três Durani indagaram e Lídia riu.


— Vamos para o treinamento que Vaticano aplica à nossas famílias há séculos. - anunciou ele.


— Peraí – Ágatha pediu – e onde exatamente nós iremos?


— Vários lugares, amor – respondeu Zac vindo da direção da sala – vamos passar muito tempo juntos. - ele deu um sorriso devastador para minha irmã que enrugou o nariz mostrando desdém.


— Sério isso? - Mariana quis saber.


— É claro – Neitan assentiu – e se preparem para ficar muito tempo fora de casa pois isso vai levar por volta de seis meses.


— É muito pesado esse treinamento? - indaguei.


— Ah é sim... será que você vai aguentar, Nia? - Zac me desafiou.


— Estou ansiosa. - respondi estreando meu olhar desafiador.


— De qualquer forma você não vai poder mudar de ideia mesmo – Neit me olhou e parecia ainda bravo comigo – vocês sairão daqui garotinhas sensíveis e irão voltar mulheres fortes e bem perigosas para qualquer criatura do mal.



“Mulher forte e bem perigosa?” Gostei.



— E como vai ser? - Ágatha perguntou.


— Vamos começar com um mês de treinamento do exército no Amazonas. É claro que graças ao tio de vocês que tem uma alta patente no exército está bem feliz em ter conseguido uma base exclusiva para nós. Algumas repartições bem pesadas das polícias treinam lá também. - Neitan disse parecendo ansioso.


— Ai cara, tipo Tropa de Elite? Vamos morrer! - Mariana se apavorou e os Otman riram.


— Não vamos não, Mari – disse Lid com tranquilidade – Léo e eu estamos indo pela primeira vez também, somos fortes e vamos conseguir.


— O quê? Vocês vão pela primeira vez? - minha prima repetiu.


— Só os dois mais velhos aí já foram. - ela apontou os bonitões.


— E o que vem depois de nos transformar em fuzileiras? - Ágatha destilando ironia.


— Vamos para o Vaticano e lá eles decidem nossos próximos passos, mas há séculos que novos caçadores são treinados por monges tibetanos, então deve ser por aí nosso caminho.


— Ca-ram-ba! Você está falando daqueles caras carecas que entortam espadas com a garganta? - Mariana outra vez.


— Eles mesmo e sabe o mais incrível? Eles são seres humanos como todos os outros. - Neit disse sem esconder a empolgação – Eu adoraria treinar com eles.


— Mas vocês dois já não foram? - estranhei pois Lid havia dito o contrário.


— Fizemos o treinamento de selva do exército, com mestres japoneses e claro na Sibéria que é muito difícil. Mas agora coma aliança refeita, Roma deve estar ansiosa para fazer tudo do modo antigo. - Neitan respondeu.


— E quando começamos? - perguntei.


— Roma quer isso para ontem, vocês devem arrumar tudo bem rápido para que logo possamos começar.


— Por mim não há problemas – me apressei em dizer – como eu voltaria para Porto Alegre minhas malas estão feitas, só preciso achar para alguém para ficar com a Néftis.


— Por mim também, posso arrumar tudo bem rápido. - Ágatha falou.


— Ótimo então preparem-se pois o treinamento vai começar.





***

3 comentários:

  1. Oi Flôr muito feliz pela postagem de ontem e mais ansiosa ainda pelos próximas postagens.Bjo

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  2. Oi Aninha que surpresa agradavel eu tive quando vi a postagem do Caindo na Escuridão.Muito contente.Bjão

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    1. Obrigada, logo o ebook estará completo no ar :)

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