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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Os Caçadores Chegaram!

Foi uma batalha épica!  Quase impossível colocar o ebook para download no meu site mas consegui. Agora você já pode conferir na íntegra a parte mais importante da saga DPS,  corre lá no site e faça o download dessa história.  Logo começarei o primeiro capítulo do livro 3 que será postado aqui no blog.

Vou indo, Beijos mordidos 😘

                                        anarodrigues.weebly.com


domingo, 17 de maio de 2015

Capítulo 9 - segunda parte

Quando me dei conta já estava em frente a casa dos meus avós. Meu queixo tremia fazendo meus dentes baterem, mesmo estando no verão, correr na chuva noturna me deixou com um pouco de frio. Abri o portão e andei até a varanda, respirei fundo e abri a porta. Todos estavam na sala, meu avô mostrava à Mariana um antigo álbum de fotos enquanto Ágatha e minha avó olhavam outro. Assim que entrei, virei alvo de todos os olhares.


— Ah, Lavígnia! - minha vó exclamou levantando-se – Você está ensopada, por que não pegou um táxi?


— Eu estou bem, não se preocupe. - tirei as chaves da escola do meu bolso e entreguei a ela, tirei minhas sandálias rasteirinhas e sequei os pés no tapete da porta. - Já terminei tudo lá na escola.


— Obrigada, filha. Fiz um jantar vegetariano pra você. - disse ela. — Eu agradeço mas não estou com fome, já vou subir. - falei, escapulindo para a escada. — Mas...

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Capítulo 9 - Primeira parte

                                           9. Venatores o quê?


Ao acordar naquela atípica manhã de segunda-feira, descobri que tinha dormido com o medalhão em minha mão. Tinha sido bem difícil pensar em outra coisa e também conciliar o sono depois do que ocorreu. Por um lado eu estava de certa forma feliz por poder dividir o que estava passando com alguém, mas por outro, estava muito mais confusa por Mariana e Ágatha estarem passando pela mesma coisa. Aquilo estava virando uma confusão só, não havia sentido. Olhei para o símbolo prateado outra vez e me senti tão conectada a ele e a alguma coisa também. Algo difícil de explicar e forte de sentir.

“Que estranho, por que estou sentindo isso?”

Indaguei a mim mesma. Depois de um suspiro profundo, pulei da cama e levei um susto ao perceber que já passavam das dez da manhã. Eu havia dormido muito, tinha que ir urgentemente para Porto Alegre e fazer algumas perguntas. Me vesti bem rápido e com a primeira roupa que achei, lavei o rosto, escovei os dentes e arrumei os cabelos. Quando estava em frente ao espelho do banheiro, peguei o medalhão sobre a pia. Sem me dar conta do que estava fazendo, coloquei-o na corrente que Damian havia me dado. Porém quando o coloquei no pescoço, me perguntei o que estava fazendo. Aquilo não era meu. Eu não poderia usá-lo! Bem, iria apenas usá-lo para descobrir o que era e qual a ligação que fazia com as pessoas que o enterraram e comigo e as garotas. Sacudi a cabeça e o coloquei no bolso de minha calça jeans. Desci as escadas e quando entrei na cozinha, encontrei Mariana lendo um bilhete. Os cabelos estavam arrumados num coque desajeitado e ainda usava a roupa de dormir.

sábado, 22 de novembro de 2014

Capítulo 8 na íntegra

                               8. Encontrar respostas, traz à tona           
                                                      perguntas.  

        
Lá estava eu novamente, num sonho. O mesmo lugar, as mesmas pessoas, mas ainda sem sons e muito menos respostas. A mesma cena, o mesmo sonho. Pessoas enterrando a caixa prateada. E como das outras vezes, meu sono tinha sido roubado e acabei sentando na cama e olhando para a penumbra do meu quarto. Depois de alguns minutos, levantei e fui até a janela. A lua estava cheia, e plena banhava a noite escura com seu brilho pálido prateado. Algo em mim me empurrava para a floresta, para aquele lugar. Mas em contra partida, talvez meu senso de realidade, me dizia para não agir como uma maluca e deixar isso pra lá.  

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Capítulo 8 / 1ª parte

8. Encontrar respostas, traz à tona
perguntas 


Lá estava eu novamente, num sonho. O mesmo lugar, as mesmas pessoas, mas ainda sem sons e muito menos respostas. A mesma cena, o mesmo sonho. Pessoas enterrando a caixa prateada. E como das outras vezes, meu sono tinha sido roubado e acabei sentando na cama e olhando para a penumbra do meu quarto. Depois de alguns minutos, levantei e fui até a janela. A lua estava cheia, e plena banhava a noite escura com seu brilho pálido prateado. Algo em mim me empurrava para a floresta, para aquele lugar. Mas em contra partida, talvez meu senso de realidade, me dizia para não agir como uma maluca e deixar isso pra lá.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Capítulo 7 / 5ª parte



— Eu fiz isso? - sussurrei numa indagação para mim mesma.

Então revi as outras cenas, a da xícara, do computador e da toalha. Em todas elas foi um sentimento meu que desencadeou o acontecimento estranho. Eu senti raiva, eu desejei, eu ordenei. E aconteceu.

“ O que está havendo comigo? ”

Me perguntei, enquanto desmoronava para o chão. Cobri meu rosto com ambas as mãos e desejei sumir da face da Terra. Sem minha permissão, lágrimas de um desespero incompreendido brotaram em meus olhos e molharam meu rosto.

Nada de dormir, nada de dormir até encontrar a resposta. Não vou parar,
não vou parar até encontrar a cura para este câncer. Ás vezes me sinto
como se estivesse afundando, estou tão desconectado. De alguma maneira
eu sei que estou amaldiçoado a ser procurado. Eu observei, eu esperei nas
sombras pela minha hora... ” 

sábado, 19 de outubro de 2013

Capítulo 7 / 4ª parte



— Mari eu preciso mesmo da sua ajuda... você não pode ficar? - pediu Lídia e minha prima me lançou um olhar perdido.

— Por mim tudo bem, nos vemos mais tarde... quer que eu venha buscá-la?

— Acho que não... você me dá uma carona Lid?

— Claro, sem problemas. - concordou Lídia.

— Certo, até mais então.

Disse antes de voltar pro carro. Quando assumi o volante, as duas já tinham entrado na casa e Léo havia saído na direção da casa dos Nunes. Apenas Neitan e Zac ficaram, eles conversavam mas seus olhos estavam fixos em minha irmã e eu. Neit acenou quando dei a partida enquanto Zac estava de braços cruzados, ainda nos olhando daquela forma descarada. Respondi o aceno de Neit e manobrei o carro para dar o fora dali.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Capítulo 7/ 3ª parte


Nova capa, agora é a oficial
                                              
— O que tem os Otman?

— Exatamente. O que eles tem conosco que eu não sei? Por que não me conta tudo de uma vez e evitamos que eu perca um tempo enorme procurando a resposta? - sugeri.

— Não sei do que está falando... Agora volte para casa e esqueça os Otman, entendeu? - fui obrigada a rir da sua ordem.

— Não vou voltar, George. É melhor não perder seu tempo tentando me convencer do contrário. Tchau.

Falei, encerrando a ligação, espumando de raiva. Agora eu tinha mesmo certeza de que havia alguma coisa em Bom Jesus e que meu avô não queria que eu soubesse. Eu estava envolta de um grande mistério e de alguma forma, sentia que eu estava diretamente envolvida com ele. Mas até desvendar esse “ seja lá o que for ” eu me sentia nas sombras. Com um suspiro inconformado, me dei conta de que Ágatha não estava em lugar algum por perto. 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Capítulo 7 / 2ª parte



— Esquece, já te falei que a Mariana tem uma quedinha pelo Neitan. Não vai furar o olho dela, né?

— Ai credo Lavígnia! Ter uma quedinha por um cara não é estar casada com ele.

— Tudo bem, faça o que quiser. - dei de ombros e ela se inclinou um pouquinho na mesa, seus enormes olhos castanhos – única coisa que tínhamos idênticos – estavam muito bem maquiados.

— E ele é gato mesmo?

— Sim – confirmei lembrando daqueles olhos verde-esmeralda de Neit – muito gato mesmo.

— Uau! Quero conhecer.

— Ah você vai, pode ter certeza. - assegurei.

sábado, 31 de agosto de 2013

Capítulo 7 - início


      7. Nas sombras 

     Acordei com a luz do sol entrando pelas finas cortinas brancas. Tinha mais claridade em meu mais novo quarto do que no meu oficial, o que me acordou cedo. Fiquei alguns minutos olhando para o teto, tentando me acostumar com o novo ambiente. Empurrei o edredom cor de rosa, e levantei para ir abrir a janela. Afastei as cortinas e vi os primeiros raios de sol surgindo por cima da copa das árvores. Respirei fundo aquele ar diferente, puro e com cheiro de terra e folhas.

Depois de alguns minutos de contemplação matinal, resolvi ir lavar o rosto, escovar os dentes e tudo mais. Quando já estava na porta, vi que tinha esquecido minha toalha de rosto. Ela estava no encosto da cadeira do computador. Caminhei pelo quarto em direção à cadeira, estendi minha mão para pegá-la, mas meu celular tocou em cima do criado mudo, me fazendo parar a uns quinze centímetros da toalha. Me virei para olhá-lo, foi apenas um segundo e então outra coisa estranha ocorreu.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Final do capítulo 6



     Era normal. Podia acontecer com qualquer um, não podia? Sacudi a cabeça e fui até o guarda roupas, e abrindo a gaveta, peguei minha camisola. Enquanto a vestia, mantive meus olhos cravados na floresta escura do outro lado da rua – que se podia ver através da minha janela de vidro – e lembrei de Damian. Quando ele me salvou, ao me perder correndo atrás de uma borboletas azul. Borboletas sempre foram minha paixão, e por causa de uma, conheci o amor da minha vida. Sorri de forma involuntária quando seu rosto lindo surgiu em minha mente. Eu já estava com muita saudade dele.

     “ Meu amor vampiro... ”

     Pensei com um suspiro, mas então a imagem de um daqueles sonhos ocupou minha mente como uma explosão. Lembrei então do motivo pelo qual estava ali. Descobrir alguma coisa que de alguma forma se encaixaria nas lacunas vazias do lado obscuro e sobrenatural da minha vida. Desliguei a luz, acendi meu abajur que ficava no criado mudo ao lado da cama, e fui até a janela. Abri-a e me ajoelhei no chão, cruzando os braços no batente, apoiei o queixo neles. Mirei as árvores escuras, tudo parecia mistério e convite flutuando na atmosfera da floresta e me convidando a desvendar o que havia escondido ali.

     — Estou aqui... e agora?

     Sussurrei como se esperando que algo pudesse me dar o próximo passo. Um caminho para seguir, a próxima pista... sei lá. Mas a única resposta, foi o estrilar dos grilos e o pio de alguma ave noturna. Fiquei por nem sei quanto tempo ali, olhando para a floresta com as copas das árvores banhadas pelos tímidos raios da lua crescente. Finalmente tomada pelo sono, fechei a janela e fui para a cama mergulhando num sono profundo e sem sonhos. Nem estranhos nem normais. Apenas um sono onde pude recuperar todas as noites mal dormidas. Mas sem nenhuma direção do que fazer.

                                                                     ~*~~*~~*~

PS: Como esse post está minúsculo, o capítulo 7 começa no sábado de madrugada.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Capítulo 6 / 3ª parte


— Ah que pena – Ágatha lamentou enquanto saíamos da sorveteria munidas cada uma de uma casquinha, a minha de chocolate e a dela de limão – eu queria tanto conhecê-lo. - falou em relação à viagem de Damian.

— É... ele vai ficar um bom tempo fora. - falei meio triste, porém estava com um pouco de raiva dele pela partida repentina.

— Lavígnia? - alguém falou o meu nome e Ágatha e eu nos viramos para encontrar o mais velho dos Nunes, Daniel, me fitando.

— Ah... como vai? - cumprimentei, percebendo como seus olhos disparavam de mim para minha irmã.

— Bem, então está passeando por aqui?

— É... vou passar uns tempos aqui.

— Hum... legal, então a gente se vê por aí. - ele disse despedindo-se.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Capítulo 6 / 2ª parte


— Surpresa. - ela disse dando de ombros nada animada.

— Ágatha?! Mas... o que está fazendo aqui? - inqueri mais confusa ainda.

— Eu poderia perguntar a mesma coisa. - ela devolveu.

— Eu perguntei primeiro.

— Eu cheguei primeiro. - protestou e eu torci o nariz.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Capítulo 6 - Rendendo-se

    6. Rendendo-se

Pulei para fora do carro no mesmo instante que o mesmo parou em frente à porta da minha casa. Deixei até mesmo a chave na ignição, corri para dentro de casa tomada de uma onde de adrenalina ocasionada pela decisão que havia finalmente tomado. Ou melhor, eu tinha finalmente me rendido ao desafio de encontrar as respostas que precisava e que – segundo algo sobrenatural e desconhecido – eu encontraria em Bom Jesus.

— Em casa a essa hora? - estranhou Mariana assim que entrei.

— Me demiti. - respondi disparando escada acima.

— O quê? Lavígnia, como assim se demitiu? - ouvi ela perguntar atrás de mim.

— Isso mesmo, Mari. Tô indo passar um tempo em Bom Jesus.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Os Caçadores d.a.s capítulo 5 / 5ª parte


Não posso dizer quantos minutos fiquei ali, parada em silêncio procurando ouvir algo que jamais ouviria ou ver algo que não estava ali. Então me perguntei:

“ O que estou esperando? O que ainda estou fazendo aqui? O que encontrarei onde meu destino não quer que eu fique? Preciso encontrar a resposta... preciso encontrar a cura para isso! ”

Então peguei a pá de lixo e limpei toda a bagunça. Estava ainda cedo para ir ao trabalho, mas eu não queria ficar parada, queria me mover, ocupar minha mente. Caminhei rápido para a sala e então estaquei. Olhei ao redor e pela primeira vez, senti que ali não era mais o meu lugar. Eu me sentia tão desconectada da minha vida como ela era há um ano atrás, me sentia afundando em um obscuro desconhecido do qual eu não conseguiria escapar. Um desconhecido que me desafiava a conhecê-lo. Balancei a cabeça como se negasse a mim mesma e corri porta afora.

sábado, 29 de junho de 2013

Caçadores d.a.s - capítulo 5 / 4ª parte

Enquanto olhava para minha xícara entre minhas mãos, sobre a bancada da cozinha, lá fora o dia amanheceu. Eu estava grata por ser sexta-feira, já que não aguentava mais o ritmo estafante daquela terrível semana. Eu realmente estava me sentindo quase no limite. E ficar longe de Damian, seria uma outra provação.

— Bom dia. - Mariana disse entrando na cozinha.

— Não é meio cedo pra você estar de pé?

Estranhei vendo aparência abatida dela. Os cabelos estavam presos numa trança simples e no rosto nenhum traço de maquiagem, o que era mesmo pra estranhar já que ela era muito vaidosa.

— Tive um sonho estranho e não consegui mais dormir – respondeu enquanto ia até a cafeteira – e você? É mais cedo pra você do que pra mim.

domingo, 23 de junho de 2013

Capítulo 5 - 3ª parte


Sim, uma floresta e uma pequena clareira. Escura por ser noite e clara por ser agraciada pelo pálido brilho do luar. Eu estava parada à frente de um grupo de pessoas, não muitos. Seis homens e uma mulher. Todos usavam roupas de época, exceto os dois mais à direita que usavam sobretudos pretos e chapéu. Eles conversavam, mas eu – embora escutasse o som de suas palavras – não entendia. Alguns seguravam tochas, que ardiam em um fogo dourado que colaborava para quebrar a escuridão que fazia uma grande araucária.

Um dos homens cavava um buraco ao pé da árvore. Então a mulher aproximou a tocha e seu rosto foi iluminado, eu a reconheci. Era a mesma mulher que eu havia visto naquele primeiro sonho, em que ela estava na frente da minha cama e depois sumia. A conversa deles parecia rodar em torno do objeto que outro homem segurava, uma caixa de metal prateada.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Capítulo 5 - 2ª parte


Duas despedidas em uma única noite? O que eu fiz para merecer aquilo?

— Sim, vou para a Romênia. Tenho algumas coisas pendentes por lá há muito tempo.

— E quanto tempo vai ficar lá? - perguntei e ele veio sentar-se ao meu lado.

— Não faço ideia... um mês no mínimo.

— Hã? - não pude acreditar, pelo menos um mês sem ele?

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Capítulo 5

5. Além de todos os limites


Quando a Land Rover parou em frente à nossa casa, todos saímos dela. O clima estava meio triste, um clima de despedida.

— Não acredito que estão mesmo indo indo embora. - choramingou minha prima.

— Pois é... também estou triste. - disse Lídia.

— Pode crer, eu também. - concordou Léo.

— Mas vocês também podem ir pra lá, não é meninas? - sugeriu Neit me olhando de forma significativa. De certo, ele não havia esquecido nossa conversa de outro dia. 

— É claro que vamos! Adoro aquela cidade. Aiii vou morrer de saudades de vocês... - minha prima planejou.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Capítulo 4 - última parte



Ao chegar no quarto, disparei para o banheiro. O susto era esperado ao encarar minha aparência no espelho. Olhos vermelhos, olheiras, cabelos bagunçados... resumindo; eu poderia gravar um remake do Thriller do Michael Jackson, sem necessidade de maquiagem pra parecer um zumbi! Lavei o rosto várias vezes e depois apliquei um pouco de corretivo para esconder as olheiras. Fiz um rabo de cavalo nos cabelos e voltei para o quarto. Substituí minha calça jeans por um shortinho também jeans e desci.

— Estou pronta. - anunciei quando cheguei na porta onde ele me esperava. Neitan me olhou de cima a baixo e depois pigarreou.

— Nossa... você está... demais. - elogiou ele me deixando sem jeito outra vez. Eu achava que estava um horror e ele dizia que eu estava demais?

— Obrigada.